quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Gestos

Todos os dias somos encarados com milhares de gestos, por vezes gestos incrivelmente fantásticos, outros que simplesmente nos surpreendem, e outros que nos desiludem, magoam. É engraçado como qualquer tipo de gestos mexem connosco, como nos fazem sorrir, chorar, pular de alegria, explodir de raiva. No fundo os gestos provocam em nós, uma explosão de sentimentos, e isso sabe tão bem, faz-nos sentir humanos. É costume dizer-se que um gesto vale mais do que mil palavras, e na maioria das vezes é verdade, apesar das palavras terem uma força enorme. Mas um gesto é aquilo que nos faz mover, é aquilo que muitas vezes nos faz decidir, nos faz sentir. Eu não tenho lá muito jeito para falar, quando quero utilizar as palavras limito-me a escrever, expondo assim tudo aquilo que me vai na alma. Porém muitas vezes não ter palavras para descrever as coisas, então a maneira que arranjo para expor todas os meus sentimos, é utilizando um simples gesto. É incrível a força que isso tem. Sabes, eu conheço alguém que não tem lá muito jeito na forma como fala, como se quer expressar verbalmente com alguém que lhe seja querido, então muitas vezes consegue ser surpreendente com um simples gesto como um abraço ou um beijinho de carinho, faz-me lembrar a minha pessoa por vezes, e é bom sentir isso. É bom sentir que no meio de uma multidão vai existir sempre alguém que nos surpreenda com um gesto.

29 de Janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

Folha de papel

É engraçado, muitas das noites em que passo na minha cama fico a pensar, a construir textos, a reproduzir filmes, que acabo sempre por nunca os por no papel. Muitas vezes porque simplesmente me esqueço, outras porque quando vou escrever, a inspiração da noite anterior já se fora embora à muito. Por vezes acordo totalmente inspirada e escrevo, sobre tudo e sobre nada. Por vezes estes textos até são melhores do que aqueles que imaginei na noite anterior, outras são mil vezes piores, mas no final o que importa é mensagem, é aquilo que qualquer pessoa quer transmitir sobre o assunto de que está a falar. Eu sou uma pessoa muito complexa, dramática, impulsiva e totalmente doida, por isso quando falo das coisas, quando as escrevo, faço da maneira mais apaixonante, mais tocante. Sempre ouvi dizer que os artistas são uns melodramáticos, portanto. Para mim cada momento, cada falha, cada sentimento trocado, cada sentimento sentido, cada erro, cada vitória, cada derrota, cada sorriso, cada lágrima, são um motivo para me sensibilizar, são um motivo para me fazer reflectir, são um motivo para me fazer escrever. Às vezes gostava de ser boa a falar com as pessoas de quem mais gosto, gostava de pensar duas vezes antes de dizer as coisas, gostava de ter mais cuidado, gostava de poder expressar tudo aquilo que sinto, tudo aquilo que me vai na alma sem ser desagradável, mal compreendida, muitas vezes bruta, mas não consigo. Por isso escrevo, para compensar essa minha falha, como tantas outras que eu tenho. Se o pessoal lá de cima imaginasse o quanto eu quero fazer as coisas bem, o quanto eu quero pensar em mim, na minha felicidade. Se o pessoal lá de cima imaginasse…dar-me-iam uma hipótese, certamente. Mas agora é aquela época do ano em que o frio congela os neurónios de todos, e em que tudo anda com a neura. Onde anda tudo melancólico e pensativo, rancoroso, triste até, por isso acho que terei de esperar até à primavera para que essa hipótese surja. Até lá? Vou escrevendo, vou pensando, vou expondo aquilo que me vai na alma.

25 de Janeiro de 2009

Final Feliz

‘’So, my sister and Robbie were never able to have the time together they both so longed for... and deserved. Which ever since I've... ever since I've always felt I prevented. But what sense of hope or satisfaction could a reader derive from an ending like that? So in the book, I wanted to give Robbie and Cecilia what they lost out on in life. I'd like to think this isn't weakness or... evasion... but a final act of kindness. I gave them their happiness.’’
Atonement, 2007



Sabes sinto-me totalmente minúscula, tão minúscula ao ponto de ver as pessoas no seu tamanho normal e senti-las como gigantes. Gostava de me sentir grande, gostava mesmo de ser grande, fazer tudo o que sempre sonhei, ir á Lua e de lá gritar ao mundo tudo o que me vai na alma. Não que ser uma miudinha ingénua que se faz parecer de chata, quero ser apenas a mulher que brilha à luz do Sol. Este mundo está cheio de más energias, de pequenos demónios, de más vontades e até mesmo de muito amor trancado a sete chaves. Este mundo é muito escuro, e o amor é que lhe trás cor fazendo de nós, seres humanos, uns artistas. Cada um tem a sua invenção do amor, a sua cor, a sua arte, faz o que pode e o que não pode para que isso aconteça. Triste é quando o lado mais escuro não o permite, e isso acontece tantas vezes, infelizmente. Porque somos tão tolos em deixar estas coisas nos escaparem das mãos, porquê não vive-las? Para mim a resposta está em que os amores proibidos ainda existem, mas deverão ser quebrados. Sim fala uma tola que ainda vive na época do romantismo, do amor eterno e das paixões inesquecíveis. Sim fala uma melodramática, uma doidivanas, perdida de amores e receios, e então? Eu sou uma artista, que pinta a sua arte desde sempre para sempre á luz da Lua Cheia. Cada vez o mundo se torna mais negro, mais podre e mesmo assim me mantenho aqui com a minha cor, com medo sim, mas não me deixo apagar por muito difícil que seja por vezes, viver aqui. Quero com isto dizer tudo e ao mesmo tempo não dizer nada, com a mensagem de que todos nós devemos ter o ‘’final feliz’’.

14 de Novembro de 2008

Rapazinho

Tu que estás ai sentado num banco sem saber que rumo tomar, toca-me. Sim toca-me, vê como eu sou real, como o que te quero oferecer é verdadeiro. Porque é que te sentes tão perdido e mesmo assim queres fugir para nem sabes onde? Pega na minha mão, pega. Se queres pega-la porque exitas? Olha a tua volta, vês algum fantasma? Então pára de os procurar, pára de temer de tudo á tua volta. Rapazinho, sim tu que estás sentado nesse banco, aqui neste lugar só estamos eu e tu por isso olha para mim, olha vá. Encanto-te? Então deixa-me encantar-te até ao fim da mesma forma que o fazes comigo. Abraça-me! Se não me abraçares com força eu sou capaz de fugir, abraça-me com força. Olha para mim, deixa o encanto fazer o resto. Beija-me! Beija-me primeiro na testa como sinal de respeito. Beija-me! Mas agora beija-me como um homem beija uma mulher. Sente-me, sente o meu coração a bater, deixa-me sentir o teu, deixa-me sentir-te a ti. Sonha, sonha comigo, sonha connosco. Faz de nós algo real, faz de nós algo diferente, brilhante, importante e especial. Oh rapazinho, acorda! Eu estou aqui, não me percas, pega em mim, foge comigo. Não me deixes fugir sozinha. Dá-me a mão como fazem os meninos pequeninos, mas faz-nos felizes como gente grande.

7 de Julho de 2008